Ensino não superior

“O governador-geral Guilherme Capelo comunicava ao ministro, na sua confidencial de 12 de Março de 1887, a respeito das escolas da província, o seguinte:”

“Nesta Província a instrução é deficientíssima, não só pela ignorância dos professores como pela incúria dos chefes de família, que deixam em desgraçado abandono a educação das crianças. O geral da população vive menos que modestamente, e raros são os pais que mandam educar os filhos na Europa. Não há aqui o menor interesse pela educação da mocidade, que é julgada completa e terminada com umas leves noções de leitura, escrita e algumas operações de aritmética. A própria Escola Principal apenas é frequentada por meia dúzia de alunos sem habilitações para poderem compreender o que ali se ensina, e se a frequentam é a pedido dos professores, que desejam conservar os lugares em que estão interinamente providos e que não têm tirado o menor resultado do ensino das matérias que leccionam”.*

 “Uma semana após o início do ano escolar, dois milhões de crianças angolanas ainda não se encontram inscritas no ensino primário e pré-secundário por falta de infra-estruturas e condições de acolhimento. “Os edifícios construídos ou restaurados nos últimos anos são insuficientes para responder às necessidades”, declarou a vice-ministra da Educação Francisca Santos num programa televisivo. A maior parte dos estabelecimentos de ensino público não têm manuais escolares em número suficiente para alunos e professores, situação que o ministro da educação atribui ao “atraso” na sua impressão. As cadeiras, os armários e as mesas também faltam nas escolas estatais, que frequentemente não estão equipadas com casas de banho ou água corrente. “Muitas vezes tenho que me conter durante seis horas. É demais”, diz Pedro Lourenço, professor de uma escola primária de Luanda.”*1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* *1Textos transcritos dos websites:

http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=1003  

http://www.geocities.com/athens/troy/4285/ensino17.html

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